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Nova regra para carga horária de profissionais da Atenção Primária em Foz do Iguaçu

Vereadores aprovaram proposta enviada pela prefeitura. Apesar de ser recomendada pelo Ministério da Saúde, vereadora Yasmin foi a única a votar contra

16/07/2026 às 10h04
Por: JNT NEWS
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Nova regra para carga horária de profissionais da Atenção Primária em Foz do Iguaçu

A Prefeitura de Foz do Iguaçu encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que altera a Lei nº 5.397/2024 para adequar a jornada de trabalho dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) às exigências do Ministério da Saúde. A proposta busca evitar prejuízos ao município, incluindo o risco de perda de recursos federais destinados ao custeio da saúde básica. A emenda foi votada na sessão extraordinária de hoje (16), e teve aprovação.

Segundo a mensagem enviada pelo prefeito Joaquim Silva e Luna aos vereadores, a mudança atende às recomendações da Nota Técnica Conjunta nº 431/2025, do Ministério da Saúde, que identificou irregularidades na organização da Atenção Primária em alguns municípios brasileiros.

O que muda

O projeto mantém a carga horária semanal de 40 horas para os profissionais das equipes da Estratégia Saúde da Família (eSF) e das Equipes de Atenção Primária (eAP), mas altera a distribuição desse tempo.

Pela proposta, os servidores deverão cumprir:

  • 36 horas semanais de atendimento direto, incluindo atividades nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), visitas domiciliares, ações no território e demais serviços assistenciais;
  • 4 horas semanais destinadas à capacitação profissional, educação permanente, atualização técnica e atividades de formação.

A nova organização também limita a capacitação a até 16 horas mensais, conforme estabelece a regulamentação federal atualmente vigente.

Motivo da alteração

De acordo com a Prefeitura, a legislação municipal em vigor previa uma carga assistencial inferior à registrada no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), situação apontada pelo Ministério da Saúde como uma inconsistência capaz de comprometer o financiamento da Atenção Primária.

A Nota Técnica alerta que jornadas incompatíveis com as informações cadastradas no CNES podem resultar em:

  • glosas financeiras;
  • suspensão de repasses federais;
  • questionamentos pelos órgãos de controle;
  • irregularidades no credenciamento e financiamento das equipes de Saúde da Família.

Prefeitura afirma que atendimento não será reduzido

Na justificativa do projeto, o Executivo destaca que a proposta não reduz a carga horária total nem diminui a oferta de atendimento à população.

Segundo o texto, a medida permitirá maior permanência dos profissionais nas unidades de saúde e nas atividades desenvolvidas junto à comunidade, ao mesmo tempo em que preserva um período destinado à qualificação permanente das equipes.

A administração municipal também argumenta que a mudança proporciona maior segurança jurídica e administrativa, além de adequar a legislação local às diretrizes da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB).

Tramitação

O Projeto de Lei, datado de 30 de junho de 2026, foi encaminhado pelo prefeito Joaquim Silva e Luna à Câmara Municipal e foi aprovado por 13 votos favoráveis e um contrário, este da vereadora Yasmin Hachem.

A nova legislação entrará em vigor na data de sua publicação, passando a regulamentar a jornada dos profissionais da Atenção Primária conforme os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

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