“Basta de violência contra os profissionais da educação. É urgente que a gente crie medidas para defender os profissionais da educação e os alunos dentro da escola.” Com essas palavras, a vereadora Valentina Rocha, professora licenciada da rede municipal de educação de Foz do Iguaçu, convocou a comunidade escolar para participar de um ato público pelo fim da violência nas escolas, que será realizado no próximo sábado (23), às 8h30, na Praça do Mitre.
“Você é professor, pai de aluno, parte da comunidade escolar que acredita que a escola tem que ser um lugar mais seguro. Essa é a hora de a gente colocar o nosso desejo e a nossa vontade na rua. Venha com a gente, vamos lutar por essa causa tão importante”, disse a vereadora, reforçando o apelo para que toda a sociedade participe da mobilização.
A convocação da parlamentar vem após o Sindicato dos Professores e Profissionais da Educação da Rede Municipal de Foz do Iguaçu (Sinprefi) organizar o protesto, motivado pela agressão sofrida por uma coordenadora da Escola Municipal Duque de Caxias, atacada por uma mãe dentro da unidade escolar. O episódio gerou forte comoção entre os educadores e trouxe à tona a crescente preocupação com a segurança nas escolas.
Ato contra a violência
O evento, que contará com a presença de professores, pais, estudantes e lideranças comunitárias, tem como objetivo denunciar a violência sofrida por profissionais da educação e cobrar medidas concretas das autoridades para garantir a integridade física e emocional dos servidores.
Para o Sinprefi, o ato marca o início de uma série de mobilizações em defesa dos trabalhadores da educação. “Não podemos aceitar nenhum tipo de violência, seja física ou verbal. Os educadores não podem trabalhar com medo. É fundamental garantir a segurança de quem está na linha de frente da formação dos nossos filhos”, afirmou a presidente do sindicato, Viviane S. Dotto.
Secretaria de Educação repudia agressão
A Secretaria Municipal de Educação de Foz do Iguaçu também se pronunciou sobre o caso, informando que a Guarda Municipal foi acionada no momento da agressão e o caso foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para investigação. A secretaria repudiou qualquer forma de violência contra servidores e garantiu que a coordenadora receberá todo o apoio necessário para retomar suas atividades.