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Mais da metade dos municípios do Paraná não tem estrutura para enfrentar desastres climáticos

TCE-PR aponta falta de equipes, salas, veículos e sistemas de alerta m grande parte das Defesas Civis

22/07/2026 às 08h48
Por: JNT NEWS
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Mais da metade dos municípios do Paraná não tem estrutura para enfrentar desastres climáticos

Mais da metade dos municípios do Paraná não possui estrutura física adequada para enfrentar desastres climáticos. É o que revela um levantamento preliminar do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR), realizado com as 399 prefeituras paranaenses por meio do Programa de Avaliação de Contas Municipais de Governo (Progov).

Segundo o estudo, 60,9% dos municípios não contam com uma estrutura física exclusiva para a Defesa Civil, como sala equipada, computador com acesso à internet e espaço próprio para o trabalho das equipes. Além disso, 68,17% das cidades não possuem servidores dedicados exclusivamente às atividades de Defesa Civil.

Os dados mostram ainda outras deficiências preocupantes. Em 50,68% dos municípios, a Defesa Civil não dispõe de veículo para acessar áreas remotas. Já 55,64% não possuem telefone exclusivo para atendimento da população, enquanto 47,68% não contam com equipamentos para registro fotográfico das ocorrências.

Outro dado que chama a atenção é que 70,93% das cidades não possuem sistema próprio de alerta de riscos capaz de alcançar toda a população, como carros de som, megafones, rádios ou grupos de mensagens. Além disso, 55,14% das prefeituras não avaliaram, em 2025, a eficácia do Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil, sendo que muitas sequer possuem esse documento.

O levantamento foi motivado pelo aumento dos eventos extremos registrados no Estado. Apenas em 2025, o Paraná contabilizou 574 desastres, que atingiram 246 municípios, afetaram 292.237 pessoas e provocaram 27 mortes, segundo dados da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil.

O TCE-PR informou que a análise faz parte do Progov, programa que avalia a eficácia das políticas públicas municipais e que, desde 2025, passou a incluir indicadores relacionados à prevenção de desastres climáticos e à gestão ambiental.

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