
Os funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram nesta quinta-feira (10) uma greve por tempo indeterminado em todo o Paraná. A paralisação ocorre após a categoria rejeitar a proposta apresentada pelo banco nas negociações para renovação do Acordo Coletivo de Trabalho 2026/2028.
Em Foz do Iguaçu, a mobilização também foi aprovada e deverá atingir as unidades da Caixa na cidade e na região. A base do Sindicato dos Bancários de Foz do Iguaçu e Região inclui, além de Foz, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Serranópolis do Iguaçu, Medianeira, Missal, Itaipulândia, Santa Helena e São José das Palmeiras.
Embora as negociações envolvam diferentes pontos do acordo coletivo, um dos principais focos de tensão está no custeio do Saúde Caixa, plano de assistência médica utilizado pelos empregados.
Segundo informações divulgadas sobre as negociações, a proposta da Caixa previa aumento da contribuição dos trabalhadores. Atualmente, os empregados pagam 3,5% do salário-base, além de valores mensais por dependente. A proposta elevaria a contribuição percentual para 5,5% e também aumentaria os valores pagos por dependentes. A proposta foi rejeitada em diversas assembleias.
A categoria afirma que o modelo apresentado representa aumento significativo dos custos justamente em um dos principais benefícios dos empregados.
No dia 5 de setembro, trabalhadores da Caixa participaram de assembleias realizadas pela Federação dos Bancários do Estado do Paraná (FEEB-PR) e pelos sindicatos filiados.
No caso da Caixa, as dez bases sindicais do Paraná aprovaram a greve por tempo indeterminado a partir da zero hora de 10 de setembro.
Em Foz do Iguaçu, a assembleia específica para os empregados da Caixa havia sido convocada justamente para deliberar sobre a paralisação diante do impasse nas negociações do acordo coletivo.
Com o início da greve, o funcionamento presencial das agências poderá ser prejudicado. A orientação aos clientes é priorizar os canais digitais e eletrônicos da Caixa para operações que possam ser realizadas remotamente.
Serviços que dependem de atendimento presencial, entretanto, podem sofrer impacto conforme a adesão dos funcionários em cada unidade.
A paralisação ocorre em um momento de grande movimentação nos serviços bancários, especialmente por causa de pagamentos, benefícios sociais e outras operações que têm a Caixa como agente financeiro.
A Caixa informou que mantém aberto o diálogo com as entidades representativas dos empregados e que continua comprometida com a renovação do acordo coletivo. As negociações foram retomadas, mas não houve acordo capaz de impedir o início da paralisação.
A greve, portanto, começa com as duas partes ainda buscando uma saída para o impasse.
Em Foz do Iguaçu, a principal dúvida agora é quanto à dimensão da paralisação em cada agência e por quanto tempo o movimento deverá permanecer. A categoria não estabeleceu prazo para encerramento: a greve foi aprovada por tempo indeterminado.


