
O Consórcio Novo PNI Macuco venceu, nesta quarta-feira (12), o leilão de concessão da Trilha do Macuco, no Parque Nacional do Iguaçu, em Foz do Iguaçu. O grupo apresentou uma proposta de R$ 79,9 milhões, valor 115,02% acima do lance mínimo estabelecido no edital, de R$ 37,15 milhões.
A área concedida inclui a operação do Macuco Safari, passeio turístico que ganhou repercussão após a morte do turista holandês Mark Lensink, de 25 anos, em um acidente com embarcação ocorrido em 28 de julho deste ano. A concessão terá duração de 15 anos e ficará sob responsabilidade do consórcio formado pelas empresas Construcap, Cataratas S/A e Ilha do Sol, de Foz do Iguaçu, que já atua na operação do atrativo.
O leilão foi realizado na B3, em São Paulo, e também contou com a participação do Consórcio Passeio do Iguaçu, que apresentou lance inicial de R$ 56,67 milhões. Como a diferença entre as duas propostas ficou abaixo de 20%, os concorrentes foram para a etapa de disputa por viva-voz. Sem novos lances, o Consórcio Novo PNI Macuco foi declarado vencedor, com o encerramento da sessão por volta das 14h30.
O novo contrato prevê R$ 76,8 milhões em investimentos obrigatórios para modernização da estrutura, melhoria da acessibilidade e reforço das condições de segurança. Entre as medidas previstas estão a substituição dos veículos utilizados no passeio por modelos elétricos, ampliação das áreas de atendimento e implantação de novas trilhas e ciclovias.
Atualmente, o Macuco Safari registra média de 387 mil visitantes por ano. Após a execução das melhorias previstas no edital, o preço máximo do passeio completo deverá ser reduzido de R$ 384 para R$ 300, uma queda superior a 21%. O contrato também estabelece descontos destinados aos moradores dos municípios do entorno do Parque Nacional do Iguaçu.
Além dos investimentos na infraestrutura, o concessionário terá de destinar 6% da receita operacional bruta para projetos socioambientais e pesquisas voltadas à conservação da Mata Atlântica.
A concessão foi estruturada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com apoio do Programa de Parcerias de Investimentos e do Ministério do Turismo.


