
Uma operação da Polícia Civil realizada nesta sexta-feira (14), em Foz do Iguaçu, terminou com quatro pessoas presas e a apreensão de veículos, imóveis, dinheiro e drogas. A investigação aponta que o grupo estaria envolvido com o tráfico de entorpecentes e utilizaria movimentações financeiras para ocultar recursos obtidos com a atividade criminosa.
De acordo com o delegado Rodrigo Colombelli, que coordena as investigações, a Justiça já determinou o bloqueio de um patrimônio superior a R$ 2 milhões dos investigados. O levantamento financeiro, porém, indica que aproximadamente R$ 10 milhões teriam circulado pelas contas bancárias do grupo nos últimos quatro anos. Foram apreendidos seis veículos e seis imóveis, enquanto a análise das contas continua.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais localizaram ainda cerca de R$ 100 mil em dinheiro, distribuídos em valores menores. Para a investigação, a quantia pode estar relacionada à comercialização de drogas. O material apreendido deverá passar por análise, assim como as movimentações financeiras, que podem resultar em novos bloqueios judiciais.
Um dos mecanismos utilizados pelos suspeitos para tentar destruir evidências chamou a atenção dos investigadores. Segundo a Polícia Civil, uma churrasqueira permanecia aquecida praticamente durante todo o dia e seria utilizada para incinerar drogas e outros materiais que pudessem comprometer o grupo.
Durante a operação, assim que os policiais chegaram a um dos imóveis, os suspeitos teriam jogado entorpecentes no fogo. Três celulares também foram lançados na churrasqueira e ficaram danificados. Em uma ação anterior, a polícia já havia recuperado materiais parcialmente queimados. A perícia confirmou a presença de drogas nos resíduos, reforçando as suspeitas de tráfico e contribuindo para a investigação financeira.
Outro aspecto identificado ao longo da apuração foi a existência de uma espécie de rede de monitoramento mantida pelos investigados. Câmeras eram instaladas em pontos estratégicos, a algumas quadras dos locais onde ocorreria a venda de drogas, permitindo identificar a aproximação de viaturas.
Os suspeitos também utilizariam grupos em aplicativos de mensagens para compartilhar alertas sobre a presença policial. Com isso, segundo a investigação, havia tempo para esconder ou destruir os entorpecentes antes da chegada das equipes.
A operação faz parte das ações de combate ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro em Foz do Iguaçu. A Polícia Civil deverá aprofundar a análise dos documentos, equipamentos eletrônicos e movimentações bancárias apreendidos para identificar outros possíveis envolvidos e dimensionar o patrimônio obtido pelo grupo.


