
A Fundação de Saúde Itaiguapy, responsável pela administração do Hospital Itamed e contratualizada para a prestação de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS), emitiu um alerta sobre a situação de capacidade crítica do Pronto-Socorro da unidade. O comunicado foi formalizado às 17h40 de sexta-feira (14) e aponta superlotação do setor e a necessidade urgente de transferência de pacientes que aguardam vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).
Segundo o documento, o Hospital Itamed já opera acima de sua capacidade operacional habitual. Pacientes que necessitam de internação e de cuidados intensivos permanecem em áreas destinadas ao atendimento de urgência, emergência e estabilização temporária. A instituição afirma que a situação se prolonga há vários dias e que o problema já foi comunicado reiteradamente aos órgãos responsáveis pela gestão e regulação da rede de saúde.
O Pronto-Socorro tem capacidade para atender simultaneamente até 16 pacientes, sendo dois leitos destinados à Sala Vermelha. No momento do comunicado, havia 14 pacientes em atendimento, restando apenas os dois espaços destinados à estabilização de casos críticos. Entre os pacientes assistidos, seis apresentavam indicação médica para internação em UTI, estavam inseridos regularmente no sistema GSUS e aguardavam a definição de vaga e transferência para outra unidade hospitalar.
De acordo com a Fundação Itaiguapy, todos os leitos de UTI do Hospital Itamed estavam ocupados, sem previsão de liberação imediata e sem possibilidade de absorção interna dos pacientes que aguardavam transferência. A instituição alerta que a permanência prolongada desses pacientes no Pronto-Socorro, por falta de retaguarda hospitalar, prejudica o fluxo de atendimento e pode limitar a capacidade de receber novos casos de urgência e emergência.
Diante do cenário, a Fundação solicitou aos órgãos responsáveis a transferência urgente dos seis pacientes que aguardavam leitos de UTI, além da adoção de medidas para redirecionar novos pacientes para outras unidades da rede caso os dois leitos remanescentes do Pronto-Socorro fossem ocupados antes da transferência dos pacientes ou da liberação de vagas internas.
A instituição ressaltou que continuará prestando assistência aos pacientes que estão sob seus cuidados, dentro dos limites de sua estrutura e capacidade operacional. No entanto, deixou formalmente registrado que, com a ocupação dos dois últimos leitos disponíveis, a capacidade operacional do Pronto-Socorro estará totalmente esgotada, impossibilitando temporariamente o Hospital Itamed de receber novos pacientes. A Fundação também destacou que a transferência para outras unidades depende da atuação da regulação e da disponibilidade de leitos compatíveis na rede, medidas que estão fora da governabilidade direta do hospital.


