
Um policial militar foi preso em flagrante nesta terça-feira (6), em Francisco Beltrão, durante uma operação da Polícia Federal que investiga um grupo suspeito de envolvimento com caça ilegal de animais silvestres no Parque Nacional do Iguaçu.
A prisão aconteceu durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão. No imóvel alvo da ação, os policiais localizaram armas de fogo, munições, carne que teria origem em caça e palmito extraído de forma ilegal. Entre o armamento apreendido estava uma arma com a numeração raspada.
Segundo a investigação, o grupo teria adotado uma estrutura organizada para realizar incursões no interior da unidade de conservação. As ações, conforme as informações levantadas pela Polícia Federal, envolviam planejamento prévio e diferentes estratégias para facilitar o acesso às áreas de mata e a captura de animais.
A apuração identificou que os suspeitos utilizavam cevas, estruturas preparadas para atrair animais silvestres, além de embarcações para atravessar rios e chegar a pontos de difícil acesso.
Outro detalhe apontado pelos investigadores é que as incursões seriam planejadas levando em consideração as fases da lua. A escolha das datas faria parte da estratégia utilizada pelo grupo para aumentar as chances de sucesso durante as ações dentro do Parque Nacional.
A operação contou com o acompanhamento do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Corregedoria da Polícia Militar do Paraná.
O mandado foi expedido pela 5ª Vara Federal de Foz do Iguaçu, responsável pela autorização das medidas judiciais relacionadas à investigação.
O inquérito conduzido pela Polícia Federal apura a possível prática de crimes como associação criminosa, caça ilegal de animais silvestres em unidade de conservação e posse de arma de fogo com sinal identificador adulterado.
A prisão do policial militar ocorreu dentro desse contexto investigativo. As responsabilidades individuais dos envolvidos ainda deverão ser esclarecidas no decorrer do inquérito.
A Polícia Federal não informou, até o momento, se novas prisões ou outras medidas poderão ser realizadas a partir da análise do material apreendido.


