
A demora no pagamento do prêmio relacionado aos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) voltou ao centro das discussões entre os profissionais da educação e a Prefeitura de Foz do Iguaçu. Diante das cobranças feitas por professores nas redes sociais, o prefeito Joaquim Silva e Luna confirmou que o benefício será pago em duas etapas, com a primeira parcela na folha de outubro e a segunda na folha de novembro.
A manifestação ocorreu após comentários de educadores em uma publicação oficial alusiva ao Dia dos Professores, celebrado em 15 de outubro. Nas mensagens, profissionais demonstraram insatisfação com a demora e questionaram a valorização da categoria diante da ausência do pagamento na data comemorativa.
A expectativa de antecipação para o Dia dos Professores havia sido mencionada anteriormente pela própria administração municipal. No fim de setembro, a secretária municipal da Educação, Joyce Mara Santos da Paz, informou que havia solicitado às secretarias de Administração e Finanças a possibilidade de realizar o pagamento da primeira parcela por meio de uma folha complementar. A medida, entretanto, não foi confirmada a tempo de se concretizar.
Ao responder às críticas, Silva e Luna afirmou que o município precisou buscar alternativas financeiras para cumprir o compromisso, recorrendo a recursos que não estavam disponíveis no orçamento da Educação, com apoio da Câmara de Vereadores.
Em agosto, os parlamentares aprovaram por unanimidade o Projeto de Lei nº 96/2026, autorizando o remanejamento de R$ 7 milhões que estavam originalmente reservados para a construção da nova sede do Legislativo. Como a verba não seria utilizada integralmente na obra durante 2026, o valor pôde ser transferido para outras finalidades.
Na proposta encaminhada à Câmara, a previsão inicial do Executivo era quitar o prêmio em parcela única ainda neste ano. Posteriormente, o planejamento foi alterado para o pagamento dividido em duas parcelas, formato que agora foi reafirmado pelo prefeito.
A mudança no cronograma, porém, manteve o descontentamento de parte dos professores, principalmente porque havia a expectativa de receber o benefício em outubro, próximo à data dedicada à categoria.
Outro ponto abordado pelo prefeito foi a revisão das regras de distribuição do prêmio. Segundo ele, os critérios anteriores deixariam 18 unidades da rede municipal sem receber qualquer valor.
Após discussões conduzidas pela Secretaria Municipal da Educação com os profissionais da área, um decreto publicado em setembro alterou as regras para permitir que todas as unidades fossem contempladas.
De acordo com Silva e Luna, as escolas que já tinham direito ao valor máximo do benefício tiveram seus pagamentos preservados. Para viabilizar a ampliação da distribuição, a própria sede da Secretaria da Educação abriu mão de sua parcela.
Com as alterações, o montante total destinado ao prêmio chegou a R$ 7,27 milhões.
Ao defender a atuação da administração municipal, Silva e Luna atribuiu aos professores o mérito pelos resultados obtidos pela rede pública de ensino no IDEB e garantiu que os pagamentos serão realizados dentro do cronograma anunciado.
“O prêmio do IDEB vai ser pago. A primeira parcela entra na folha de pagamento de outubro. A segunda, na folha de pagamento de novembro. Esse compromisso é nosso e será honrado”, declarou.
A confirmação estabelece um calendário para a quitação do benefício, mas o episódio também evidencia o desgaste provocado pela demora e pela mudança na previsão inicial. Para os profissionais da educação, a expectativa agora é que o compromisso anunciado se transforme efetivamente em pagamento, encerrando a incerteza que marcou as últimas semanas.
O desafio da Prefeitura, neste momento, é cumprir os prazos divulgados e assegurar transparência sobre a distribuição dos valores, especialmente após a revisão dos critérios e a ampliação do número de unidades beneficiadas.


